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Mostrando postagens com marcador Astrofísica. Mostrar todas as postagens
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sábado, 26 de maio de 2012

Curso de Introdução a Astronomia e Astrofísica do INPE

Já estão abertas as inscrições para o curso de introdução à astronomia e astrofísica do INPE. Abaixo estão algumas informações para quem quiser participar. Todos os detalhes podem ser visto na página da DAS http://www.das.inpe.br/ciaa/


Data limite para as inscrições: 17 de junho de 2012.

Documentos Necessários:
Formulário de Inscrição, disponível nas versões em Word, PDF, E-mail do curso ou Formulário Web

Professores: certificado de escolaridade; carta da instituição de vínculo justificando a participação no Curso.
Estudantes universitários de graduação: histórico escolar
Outros profissionais ligados à educação e/ou divulgação científica: certificado de escolaridade ; carta da instituição de vínculo justificando a participação no Curso.

Nota: não é necessário pagar taxa na inscrição.

O curso oferece 60 vagas, com um mínimo de 30 alunos requerido para sua realização.



Abaixo está o link para o formulário on-lin:
 
http://www.das.inpe.br/ciaa/form_inscricao.php

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minha proposta para o Python Brasil[7]

Esse é o resumo da minha proposta de palestra no Python Brasil[7].


Uma Jornada Além das Estrelas: Quando Dr. Spock Conheceu o Python e o Design de alto nível.

Resumo

Language: Português
Level: Intermediário
Summary:
Dr. Spock é um gênio com tendências conservadoras, como muitos outros doutores, sempre olhava com desconfiança as novas linguagens de programação. Como muitos, dizia que as linguagens dinâmicas, por serem interpretadas, eram mais "lentas" que as compiladas, por isso não usavam. Até que um dia o capitão Kirk lhe mostrou a linguagem PYTHON e o chamado Design de Alto Nível.
A ideia por traz do design de alto nível está na capacidade de se utilizar o poder da programação multiparadigma e das baterias incluídas presente em PYTHON, além do vasto mundo de pacotes externos, com uma linguagem compilada, seja ela C/C++ ou mesmo o FORTRAN 77/90, tendo como finalidade o ganho em desempenho computacional e a redução do tempo de desenvolvimento de código. Nessa palestra (Ou pequeno conto espacial ) será abordado de forma breve:
  • O uso de Programação Orientada a Objetos na solução de problemas científicos: Planejando antes de programar, gerando código esqueleto a partir do diagrama de classes.
  • A combinação da linguagem FORTRAN com PYTHON: Quando um velho bruxo aprende ofidioglossia
  • O uso de multiprocessing para otimização de cálculos em máquinas multicore.
  • Alguns pacotes essenciais: Numpy, Scipy, Matplotlib, Scientific Python.
  • Graviton Perturbation: Combinando a metodologia anterior com  web2py no desenvolvimento de um aplicativo web para o estudo de cosmologia e astrofísica.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Artigo aceito para publicação no MNRAS Letters.


http://arxiv.org/abs/1108.3745



In this Letter, we present a model connecting the cosmic star formation rate (CSFR) to the growth of supermassive black holes. Considering that the evolution of the massive black hole is dominated by accretion (Soltan's argument) and that the accretion process can be described by a probabilistic function directly regulated by the CSFR, we obtain the evolution of the black hole mass density. Then using the quasar luminosity function, we determine both the functional form of the radiative efficiency and the evolution of the quasar duty-cycle as functions of the redshift. We analyze four different CSFRs showing that the quasar duty-cycle, $\delta(z)$, peaks at $z\sim 8.5-11$ and so within the window associated with the reionization of the Universe. In particular, $\delta_{\rm max}\sim 0.09-0.22$ depending on the CSFR. The mean radiative efficiency, $\bar\eta(z)$, peaks at $z\sim 0.6-3.0$ with $\bar\eta_{\rm max}\sim 0.10-0.46$ depending on the specific CSFR used. Our results also show that is not necessary a supercritical Eddington accretion regime to produce the growth of the black hole seeds. The present scenario is consistent with the formation of black hole seeds $\sim 10^3{\rm M}_\odot$ at $z\sim 20$.

terça-feira, 31 de maio de 2011

IWCCA: I Workshop de Computação Científica em Astronomia

Apresentação do PyGraWC - Python FrameWokr for Gravitational Waves Comology - No I Workshop de Computação Cinetífica em Astronomia - IWCCA.

2 - 5 de junho de 2011
Núcleo de Astrofísica Teórica
Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo - SP)





O PyGraWC é um framework escrito em PYTHON e FORTRAN que auxilia no estudo de: formação de estruturas como galáxias e aglomerado de galáxias, taxa cósmica de formação estelar, evolução de buracos negros supermassivos e da emissão de ondas gravitacionais originados de buracos negros estelares e supermassivos tal como a razão sinal/ruído de fundos estocásticos em detectores interferométricos de base terrestre ou espaciais.

Abaixo está a apresentação:


Abaixo estão os vídeos usados na apresentação:




Até a proxima

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Universo revelado com Python

 Minha apresentação da Python Brasil[6] em Curitiba. Esta apresentação é sobre Astrofísica e Cosmologia, Computação Científica. Tudo isso com Python. Também tem um exemplo de construção de código esqueleto usando dia2code a partir de diagramas de classe do dia. Python brasil[6]

domingo, 17 de outubro de 2010

O que são Buracos Negros

Buracos negros, objetos estranhos com propriedades mais estranhas ainda. Nessa apresentação é sobre esses magníficos "monstros" astrofísicos. Para saber mais, veja a postagem Buracos negros quando o espaco-tempo se rompe. Buracos negros

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O sistema Solar

Nesse palestra é abordado as características físicas do sistema solar, as leis de Kepler  para o movimento dos planetas, as fases da lua e o mecanismo de ocorrência de eclipses (Lunar e Solar).O sistema solar
Veja outras apresentações de Eduardo S. Pereira.
Os vídeos usados na apresentação podem ser baixados nos seguintes endereços:
EclipseLunar.flv

Clique aqui para baixar a apostila do curso de introdução a astronomia a astrofísica do inpe. Essa palestra foi baseada no capítulo 3 dessa apostila.





sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uma nova foto do Universo.

Hoje resolvi comentar a foto astronômica do dia (http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/astropix.html) que pode ser vista abaixo:


Essa é a imagem do céu vista na faixa de micro-ondas da radiação eletromagnética. A diferença de cores são apenas para facilitar a visualização.

Só para relembrar, a luz visível corresponde apenas a uma pequena fração do espectro eletromagnético. Na figura abaixo mostra um pouco mais desse espectro de acordo com o comprimento de onda.

Voltando a figura anterior do céu. O mapa foi construído a partir da obervação de um ano de dados obtidos a partir do satélite Planck . A parte mais brilhante do mapa é produzido pela emissão devido a nuvens de  gás e partículas contidas na nossa galáxia. Já a outra parte do mapa, com tons mais avermelhados, são produzidos por radiação que tem sua origem no início do universo. A essa radiação damos o nome de Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas, que em inglês é conhecida como "Cosmic Microwave Background" - CMB. A grande importância dessa radiação é que dela é possível extrair informações de processos físicos que remontam os primórdios do universo, tal como a fase conhecida como inflacionária, onde o universo teria se expandido drasticamente e do próprio Big Bang.
A imagem abaixo é uma representação da evolução do universo


Veja que a radiação em micro-ondas, que dá origem ao mapa no inicio da postagem, foi produzida a mais de 13 bilhões de anos, que na imagem anterior é o que aparece entre as palavras "Inflation" (Inflação em português) e "Dark Age" (Era Cosmológica das Traves, período da história cósmica que eu estudo).

Até a próxima.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Reconstruíndo a história cósmica através das ondas gravitacionais.

Nessa postagem irei apresentar o resumo do meu artigo publicado em fevereiro de desse ano na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, cujo o título é "Stochastic background of gravitational waves generated by pre-galactic black holes". As versões on-line podem ser vista clicando nos links abaixo:

http://www3.interscience.wiley.com/journal/122671111/abstract

http://arxiv.org/abs/0909.4252

Em linha gerais, nesse trabalho foi calculado  o sinal resultante da emissão de ondas gravitacionais por diversos buracos negros, que são formados no instante em que estrelas morrem. Para isso, o primeiro passo foi modelar o processo de formação estelar em escala cosmológica. Nesse caso foi utilizado o cenário hierárquico de formação de estruturas, em que objetos como galáxias e aglomerado de galáxias são formados pela fusão de objetos menores (pré-galácticos), tendo como base o formalismo tipo Press-Schechter. Também foi adotada uma cosmologia LCDM ( Constante cosmológica mais matéria escura fria).

Abaixo segue o resumo em inglês do trabalho:

In this work, we consider the stochastic background of gravitational waves (SBGWs) produced by pre-galactic stars, which form black holes in scenarios of structure formation. The calculation is performed in the framework of hierarchical structure formation using a Press-Schechter-like formalism. Our model reproduces the observed star formation rate at redshifts z <~ 6.5. The signal predicted in this work is below the sensitivity of the first generation of detectors but could be detectable by the next generation of ground-based interferometers. Specifically, correlating two coincident advanced Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) detectors (LIGO III interferometers), the expected signal-to-noise ratio (S/N) could be as high as 90 (10) for stars forming at redshift z ~= 20 with a Salpeter initial mass function with slope x = 0.35 (1.35), and if the efficiency of generation of gravitational waves, namely, ɛGW is close to the maximum value ~7 × 10-4. However, the sensitivity of the future third generation of detectors as, for example, the European antenna EGO could be high enough to produce S/N > 3 same with ɛGW ~ 2 × 10-5. We also discuss what astrophysical information could be derived from a positive (or even negative) detection of the SBGWs investigated here.

Até a próxima.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Buracos Negros, quando o espaço-tempo se rompe.


A ideia de buracos negros não é algo recente. Laplace em 1798, usando conceitos de mecânica clássica, sugeriu que objetos com a mesma densidade que o sol, porém com raio 250 vezes maior, teria um campo gravitacional tão intenso que nem mesmo a luz poderia escapar. Ele chegou a essa conclusão partindo da seguinte hipótese.

Considere um corpo de massa m e velocidade v a uma distância r do centro do planeta. A massa do planeta é dada por M. A energia total que o corpo de massa  m terá, usando o  princípio de conservação de energia, é dada por:





Em que G é a constante gravitacional. Para obter a velocidade de escape, ou seja, a velocidade inicial que o corpo precisa ter para escapar do planeta, considera-se v → 0 quando r → ∞. Com isso, chega-se a:


 


sendo vesc  a velocidade de escape. Para encontrar o raio do “buraco negro” considera-se que a velocidade que um objeto precisa ter para escapar do planeta seja igual a velocidade da luz. Assim, o raio que esse planeta terá será dado por:





A equação anterior é conhecida como raio de Schwarzschild, que descreve o raio de um buraco negro. Karl Schwarzschild foi um físico astrônomo alemão que encontrou solução para a equação de campo de Einstein para em um espaço isotrópico e vazio, cercando um corpo de massa M. Em sua solução, existia um ponto em que a curvatura do espaço-tempo tende a infinito. Esse ponto é determinado pela equação (2), que é interpretado como o raio do horizonte de eventos de um buraco negro, ou seja, é a região que delimita o contato do mundo externo com o buraco negro. Um corpo que ultrapasse esse ponto não mais retornará ao universo externo.

O próprio Einstein, a princípio, acreditou que buracos negros não poderiam realmente existir na natureza, mas com o desenvolvimento da mecânica quântica, que ajudou a compreender melhor o processo de evolução estelar, ficou claro que fenômenos astrofísicos seriam capazes de produzir tal objeto.

No interior de uma estrela, existem dois processos em competição, a pressão de radiação, que empurra as camadas da estrela para fora, e a pressão gravitacional, que segura às camadas, pressionado no sentido contrario ao da radiação.

Enquanto existir equilíbrio entre essas duas forças, a estrela permanece estável. Porém, no final de sua vida, o equilíbrio acaba. O que irá acontecer com a estrela irá depender de sua massa inicial. Se a mesma tiver entre 1 a 8 vezes a massa solar, o resultado final será uma anã branca. Já para o caso de estrelas com massa entre 8 - 20 massas solares, a remanescente será uma estrela de nêutrons. Mas para o caso de estrelas com massa maior que 25 massas solares o objeto remanescente será um buraco negro.



Mas como é mesmo um buraco negro?


Na figura abaixo está representado o esquema de um buraco negro.


 

No centro existe um ponto em que a densidade de matéria é infinita, que é a singularidade. Na região esférica com raio de Schwarzschild é o chamado horizonte de evento. E a camada amarela é conhecida como fotosfera. Que é um ponto em que os fótons, ao entrarem, ficam circulando não caem no buraco negro, mas também não escapam para o exterior. Já a partir de três vezes o raio de Schwarzschild, as orbitas são estáveis.

Uma forma de observar tais objetos é através do efeito de lente gravitacional que o mesmo produz.

Na figura abaixo está ilustrado tal situação:




Mas um buraco negro não é caracterizado só pela massa, mas sim por mais duas propriedades: a carga e o momento angular (rotação).

Abaixo está ilustrado o buraco negro com rotação:
 




Nesse caso, a singularidade possui forma de anel. Estarão presentes dois horizontes de evento, um interno e outro externo. Além de ter uma região conhecida como ergosfera, que é um ponto em que se um objeto entrar, ainda pode sair.

Já abaixo, está representado um buraco negro com carga:




Nesse caso também existem dois horizontes de evento, um interno e outro externo.

O interessante nesses dois últimos casos é que, se a rotação do buraco negro ou a carga aumentarem muito, o horizonte interno irá aumentar o seu raio enquanto o horizonte externo diminui. Por fim, chegará um momento em que os dois horizontes se encontraram e acabaram por se anular. Isso deixaria a singularidade exposta. O que para muitos seria um problema, pois um ponto singular representa a ruptura do espaço-tempo, e o contato do universo externo a tal ponto pode trazer sérios problemas para a física. Já para outros cientistas, isso não seria muito trágico, pois o que na relatividade geral é tratado como um ponto singular, numa teoria quântica da gravitação, tal ponto seria uma partícula que possui grandes valores de carga, massa e momento angular. Outros ainda conjecturam que na natureza deve existir alguma lei que proíbe singularidades nuas. Mas a verdadeira resposta ainda está por vir.


Creative Commons License
Buracos Negros, quando o espaço-tempo se rompe. de Eduardo S. Pereira é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Escola de Introdução à astronomia e astrofísica

Estão abertas as inscrições para o XII curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica da Divisão de Astrofísica do INPE.

Maiores informações no site: http://www.das.inpe.br/ciaa/

Ondas Gravitacionais: perturbações espaço-temporais

Sou aluno do curso de Doutorado na divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais - INPE. Meu trabalho de pesquisa está relacionado a Ondas Gravitacionais, que na Teoria Geral da Relatividade (TGR) são perturbações do espaço-tempo que se propagam a velocidade da luz. Essas perturbações são produzidas pela aceleração de massa. Aqui vale lembrar que na TGR, a força gravitacional é entendida como uma distorção do espaço-tempo provocado pela massa-energia de um objeto, se esse for acelerado, o mesmo perturba o espaço tempo. Assim, qualquer corpo acelerado pode produzir ondas gravitacionais. Porém a amplitude de tais ondas é muito pequena e somente fonte astrofísicas seriam capazes de produzir ondas passíveis de detecção. Abaixo segue um vídeo contendo um exemplo de fonte astrofísica de ondas gravitacionais. Nesse caso tem-se o processo de fusão de dois buracos negros.





E é com esse breve introdução que inicio minhas postagens.
Mais detalhes sobre esse tema serão ainda acrescentados.

Quer saber um pouco mais, veja o vídeo no link: http://www.das.inpe.br/video/index.html

Até a próxima.